Dia 16

Querida Aimée,


Tornei a acordar no mesmo lugar, ninguém por perto, o Boris devia sentir minha falta...

Após algumas horas, uma senhora entrou e, cuidadosamente, levou-me pelo braço por um corredor rodeado por portas. No fim, fui entregue ao que parecia ser um escritório. Lembro apenas de sentar e ser bombardeada de perguntas.


Como aquela mulher ousava duvidar de mim? Como ousava remexer nas minhas cousas mais profundas? Parei aquilo tudo ao ouvir suas últimas palavras:

"Mas, querida, entenda que tudo isso é de uma nulidade tamanha. Essas besteiras escritas são inúteis! Entenda que vamos cuidar disso. Não, ela não existe mais."


N.