Querida Aimée,
Eles apareceram de novo, bateram à porta. Procurei me esconder, mas senti meus músculos imóveis, eu estava encurralada entre as paredes. Ouvia gritos, meu nome sendo atração para os vizinhos - a velha louca e sua vassoura espreitavam pela brecha de seu apartamento.
Foi quando o barulho tornou-se comparecente. Eles me colocavam nos braços e eu chutava o vento em vão. Tudo ficou escuro. Acordei em um quarto branco, estava presa em meus próprios braços.
Eu sabia que havia duas pessoas do outro lado da porta. Me chamavam de louca e eu não aguentava mais. Eles falavam de ti, amor, meu amor cujo nome apenas sai mavioso se dito por minha boca.
Ah!, os condeno por tamanha blasfêmia.
Norabel.